quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Berdamerda ou Badamerda

Ora bem, Berdamerda ou Badamerda é uma palavra que se tem perdido ao longe das últimas gerações, mas que últimamente tem ganho novamente imenso significado com o nosso comum amigo José Sócrates.
Significa algo que vem de merda, como pessoa desprezível, inescrutável, merdeiro, má pessoa.

Exemplo: "Este governo é um verdadeiro merdeiro e o Sócrates é uma berdamerda".

Também pode ser utilizado como: "Vai berdamerda, pá!!!"
Neste sentido é mandar alguém à cidade rainha da merda e ficar lá o resto da vida, em vez do comum " vai à merda" com bilhete de ida e volta.

Está tudo dito.

Até breve.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Galinha Choca

Existem vários tipos de galinhas. Galinhas de Ouro, Galinhas de Chocolate, Galinhas poedeiras, Galinhas da Índia, Galinha do Mato... mas existe uma especial, uma pura e única. Uma linhagem genética única do mundo:  A Galinha Choca!
Galinha Choca é uma expressão de demonstração afectiva relativamente ás mulheres...chatas...
Do género de mulher mesmo aborrecida, sem conversa, mania de santa e que o acto sexual é apenas procriação e meramente religiosa.
Ora daí o meu avô tratar a minha avó por galinha choca.
"Cala-te Maria, estás uma galinha choca aborrecida".
É tudo um ponto de vista a partir de certa idade!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Truce(s)

Esta palavra faz parte do meu vocabulário há muitos anos mas apercebi-me de que há um número interminável de pessoas que a desconhece.
Truces é o nome que se dá para a roupa interior masculina, embora eu a use tanto para o masculino como para o feminino.
Infelizmente a palavra já está em desuso e daqui a uns largos anos, para aí uns dois, já ninguém a irá usar.
Se fizerem uma pequena e simples pesquisa pelo mundo das internetes, facilmente vão encontrar a definição, assim como um belo exemplo:

Truces: Cuecas masculinas.
Ex.: Fogo, tens os truces cheios de merd@.

Há ainda outro significado mas este está exclusivamente reservado para matarruanos.

Ex.: Indivíduo comum: Hoje não vou jogar futebol porque não trouxe o meu equipamento.

Matarruano: Hoje não vou jogar futebol porque não truce o meu equipamento

Corrumba

Definições para tal palavra muitas vezes faltam, tal é a sua subjectividade. Ou não.
É simples de explicar o significado mas não existe uma teoria definida de onde surgiu a palavra. Ora vejamos;
Corrumba é um casa de apoio a homens que não têm apoio em casa! (entenderam o trocadilho?)
Basicamente é uma casa de meninas onde homens, casados ou solteiros, procuram companhia dessas meninas que por falta de espaço se sentam no colos dos ditos senhores. As sua roupas provocantes levam a crer que são pessoas com problemas financeiros e que fazem de tudo por um bom copo de champanhe (em média de 20€ a unidade) e pagam com palavras carinhosas, levando os senhores por baixo sentados a sentirem-se acarinhados, loucos, especiais e quentes!
Tudo não é mais que uma companhia nocturna que leva ao fim de muitos casamentos, e tal como uma dona Rosalina de Bragança dizia, é uma pouca vergonha, mas posteriormente uma corrumbeira chamada Jurema (menina que está ao colo dos senhores durante a noite em roupas curtas) veio a público dizer que os homens só procuram fora o que não têm em casa!
Logo é uma questão de ponto de vista!
No entanto a origem da palavra é desconhecida!
Atrevo-me assim a fazer uma hipótese historial para tal apelido: Córrumba é uma localidade no Mato Grosso do Sul, Brasil; ora se a maioria das meninas são Brasileiras ou de países de Leste, já a parte do "Mato Grosso" e ainda por cima ao "sul", leva-me a crer que foi o Sra Maria Gertrudes de Rossas que se enganou na ênfase e abafou o acento ortográfico, transformando o Córrumba em Corrumba! Mas é tudo uma teoria!

(este texto não tem a intenção de chocar, provocar ou ofender ninguém)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tanateiro (a)

Tanateiro(a), esta expressão tão mítica, directa e descarada de adjectivar alguém!
Ser tanateiro(a) não está ao alcance de todos, é preciso trabalhar imenso para se atingir tal patamar, e muitas vezes chega-se inconscientemente lá!
E o que realmente significa, perguntam vocês?
Tanateiro(a) é a forma de dizer que alguém fala, fala, fala mas não diz nada! Em bom português significa que só sai "merda" e nada de inteligente, uma espécie de retrete pública sem água para descarregar!
Essa expressão é comum e útil para mandar calar educadamente alguém em vez de virar costas, insultar ou enviar alguém para o dito cujo! Na realidade é mais útil que colocar uns headphones e fingir que se está ocupado.
É e deve ser normalmente considerado brincadeira, mas existem demasiadas vezes em que é dito de forma agressiva ao zé da taberna quando o álcool sobe, ou ao cigano que tenta vender um iphodas a alguém que percebe de telemóveis! Ou simplesmente quando alguém tem teorias tanateiras, ou seja, teorias sem sentido e levadas ao grau de brincadeira!
Dependendo a quem é direccionado pode ser também levado ao sentido carinhoso, de forma brincalhona e descontraída.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jobe, comé, tá tíudo?

Jobe, comé, tá tíudo?

Aqui está uma expressão fácil de interpretar, visto que o seu uso se estende por diversas áreas da sociedade e por diversas zonas do país, do mundo e provavelmente da Europa!
A expressão define várias questões e deve ser dita como duas palavras: Jobe + cométátíudo?
Jobe designa jovem, caro colega, amigo, dependendo da ênfase que se coloca!
Comé designa a questão do tamanho, pode perguntar como vai a vida, como é o tamanho do pénis, ou simplesmente como é algo para o qual os olhos estão direccionados!
tá tíudo define a questão da coisa, se está tudo no sítio, se ainda sobe, se ainda não há hemorróidas e se ainda não foi despedido desde a última bebedeira!
Esquematicamente pode ser matematicatizado o valor total de questões feitas nesta forma de cumprimento:
- 60 questões para conversas entre sexo masculino;
- 796 questões para conversas entre sexo feminino.

O início vem antes do fim!

O início de algo tem sempre alguma história por trás!
Esta, tal como muitas outras histórias tem um momento verídico, um momento único baseado em alguns copos de vinho!
A ideia deste blogue começou com um jantar bem servido e com a expressão corrumba!
Pois ainda não sabem, mas vai ser explicado esta e muitas mais expressões durante o tempo que tivermos pachorra para aqui virmos publicar!
O nosso "projecto" é simplesmente demonstrar que na nossa região, distrito de Viseu, é possível falar quase como por dialecto! Pareceu irrisório mas no final notou-se que conseguimos passar uns belos minutos a falar para lisboetas de gema que não nos entendiam!
A ideia passou para o papel, neste caso para o teclado!
Espero que gostem, nos sigam e interajam connosco!

Dialeto ou Dialecto


Um dialeto (português brasileiro) ou dialecto (português europeu), do grego διάλεκτος, é a forma como uma língua é realizada numa região específica. Cientificamente este conceito é conhecido por "variação diatópica", "variedade geolinguística" ou "variedade dialetal".
Uma língua divide-se em inúmeras variedades dialetais. Desde as mais abrangentes (e. g. português europeu e português brasileiro) até às sub-variedades mais específicas. Por exemplo:
  • O grupo dialetal transmontano-alto-minhoto, que se inclui nos dialetos portugueses setentrionais.
  • O grupo dialetal mineiro, que se inclui no grupo dialetal do sul[carece de fontes] do Brasil.
Os critérios que levam a que um conjunto de dialetos seja considerado uma língua autónoma e não uma variedade de outra língua são complexos e frequentemente subvertidos por motivos políticos. A Linguística considera os seguintes critérios para determinar que um conjunto de dialetos fazem parte de uma língua:
  • Critério da compreensão mútua. Se duas comunidades conseguem facilmente compreender-se ao usarem o seu sistema linguístico, então, elas falam a mesma língua.
  • Critério da existência de um corpus lingüístico comum. Se entre duas comunidades existe um conjunto de obras literárias que são consideradas património/ patrimônio usado por ambas (sem que haja necessidade de tradução), então elas falam a mesma língua.
Um dialeto, para ser considerado como tal, tem de ser falado por uma comunidade regional. As características da língua que não são específicas de um grupo regional são consideradas socioletos (variedades próprias de diferentes grupos sociais, etários ou profissionais) ou idioletos (variedades próprias de cada indivíduo).
As regiões dialetais são estabelecidas por linhas de fronteira virtuais a que se dá o nome de isoglossas.